Para diferenciar a Dor Aguda da Dor Crônica primeiro temos de definir o que é a Dor. Segundo a International Association for the Study of Pain(IASP), a definição de 2019 diz que a dor é uma Experiencia sensitiva e emocional aversiva normalmente causada por ou  semelhante à causada por lesão tecidual ou potencial .

 

    Podemos dividir em Dor Aguda e Dor Crônica, sendo a dor aguda referente à dores com intervalo de até 3 meses e a dor crônica, quando passa de 3 a 6 meses, dependendo da fonte.  A Dor Aguda é a dor que acontece logo após a lesão. Ela tem um valor biológico- função protetora (fuga, defesa), alarma, restauração da integridade do organismo, aprendizado. Frequentemente resulta de lesão tecidual ou doenças identificáveis, sendo normalmente auto limitada e desaparecendo após a resolução da causa.

 

    A Dor Crônica, aquela que tem duração superior a 3-6 m é prevalente em 10 a 48% da população (gatchal e Okifuji 2006, Teixeira et al 1995), causando grande prejuízo socioeconômico ao país devido ao absenteísmo, diminuição da produtividade e gastos com compensações. Ela é desprovida de valor biológico, usualmente não fornece qualquer função protetora. Característica por ser contínua ou recorrente e persiste além do período razoável de resolução da condição causal, muitas vezes acompanhando doenças naturalmente crônicas

 

    Uma grande diferença para a dor aguda é que ela persiste mesmo após a retirada do fator causal, o que tem influência no comportamento e hábitos do paciente, afetando sua qualidade de vida.

    E importante salientar que a Dor Crônica é considerado uma doença por si só, diferente da Dor Aguda, que é vista mais como um sintoma.

 

    Atualmente a Dor é considerada o 5° sinal vital, apesar de ser um sintoma, devido a importância de seu papel e de ter uma abordagem correta para o tratamento dela. Conhecer a diferença entre elas é fundamental para um manejo adequado e satisfatório.